Projeto Rota Norte
Realizar uma velejada solitário, sozinho a bordo de um veleiro, é um sonho que a maioria dos velejadores alimenta. Com mais de 30 anos dedicados ao iatismo, vários títulos e uma olimpíada, o catarinense Marcelo Gusmão Reitz decidiu que chegou a hora de partir.
Entre os desafios de uma viagem solitária, está o comando total do barco sem nenhum auxílio durante todo dias e noites, em tormentas e calmarias, além do isolamento, a distância da família, dos amigos e da vida cotidiana.
Preparar um barco, normalmente tripulado por até cinco velejadores, para velejar sozinho significa adaptar todos os comandos para permitir que uma só pessoa controle os cabos de regulagens das velas, o leme e ainda possa checar o rumo do barco. Requer ainda disciplina, conhecimento, preparação física e psicológica.
A bordo do veleiro Moleque de 30 pés de comprimento, cerca de 9 metros, Marcelo Gusmão pretende ser o primeiro velejador de Santa Catarina para um desafio solitário pela costa brasileira.
A partida de Florianópolis foi em 16 de Setembro de 2006 e o destino final será também Florianópolis, depois de ir até o Arquipélago de Fernando de Noronha. O percurso total (ver mapa) da viagem está esti-mado em 5 mil milhas náuticas. Estão programadas cerca de 60 paradas (ida e volta) para o abastecimento do bar-co e reparos necessários nos principais pontos turísticos, portos históricos e centros de destaque nos esportes náuticos no país.
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