Quando comecei a escrever este diário, de cara me veio uma surpresa. O número 100. Para uma pessoa que tinha dificuldades de escrever até que não está tão mal assim. Cem é um número pomposo. Estou ainda em Vitória.
A cidade se parece muito com Floripa, não sei se pelas belas mulheres, ou por também tratar-se de uma Ilha, com aproximadamente 300.000 habitantes.
Uma das primeiras pessoas que encontrei no Iate Clube do Espírito Santo, foi o meu amigo Péricles, hoje proprietário de um Velamar 29, igual ao Moleque. Péricles recepcionou o Projeto Rota Norte e a mim quando estive por aqui em direção ao Norte em 2007. Ele ainda me acompanhou, como voluntário, nas ações sociais que fiz nas escolas carentes da região. (Ler diário Vitória ICES de 12/10/07 http://www.marcelogusmao.com.br/index.php?cod=171)
Logo que fui dar entrada na documentação do Moleque na secretaria do ICES, fui abordado pelos porteiros do clube, e um deles disse: "Senhor Gusmão, seja bem vindo. Muito obrigado pelos materiais escolares que você deixou para minhas crianças na outra vez que esteve aqui". Fiquei emocionado, porque coisas simples como essas do Projeto Rota Norte distribuindo kits escolares, vão deixando seus rastros pelo Brasil. Como trabalhar também faz parte do projeto, aproveite para vender aqui uma Velas Quantum.
Bem ao lado do ICES continua fazendo muito sucesso, o famoso "Triangulo das Bermudas", algumas quadras com barzinhos e boates, onde se concentra a maioria da moçada capixaba, de quinta a domingo.
Como nas outras vezes que estive por aqui, Armando Cajueiro, Carmem, Valtão e Marta, os casais mais "porreta" de Vitória, novamente me acolheram. Passamos vários dias juntos dando muitas, mas muitas risadas. Conheço pouca gente com tanta energia como eles, e uma amizade tão legal. Obrigado.
Domingo, antes da final do Campeonato Carioca de Futebol entre Botafogo e Flamengo, meu time do coração, comecei os preparativos para minha partida na segunda-feira. Estava preocupado com a falhas do piloto automático na última travessia. E a preocupação se mostrou acertada. Tentei de tudo para "reanimá-lo", mas foi em vão. Tive então a idéia de mandar ele ao conserto em São Paulo, e conseguir um emprestado para ir até o Rio. Desembarquei, andei alguns metros e encontrei o Péricles com as esposa Beth mais alguns amigos saindo para um passeio de domingo com seu Shakti, e indaguei: "To meio atrapalhado. Quero sair amanhã, mas meu piloto deu "pau" e o reserva também estragou faz algum tempo".
Ele nem me respondeu, entrou na cabine, saio com um piloto na mão e disse: Serve esse. Na hora não acreditei no que ouvi, mas como se tratava de um amigo, só tenho a agradecer mais uma vez. Valeu Péricles.
Encontrei também aqui meu amigo Guará, velejador de oceano e contra comodoro aqui no ICES. A figura do contra comodoro existe em vários clubes, e cabe a essas pessoas resolver vários problemas internos, tentando deixar somente a parte executiva e os problemas mais sérios para o comodoro.
Valeu Mengão – Tricampeão Carioca.
Mãe, mesmo que nossos olhos não se cruzem mais para dizer tudo o que passamos, haverá momentos em que nossos pensamentos se cruzarão, e sentiremos falta de estarmos juntos.
Daqui vou ao Rio.
Foto 1 – Eu, Armando Caju, Carmen, Marta e Valtão.
Foto 2 – ICES
Foto 3 – Shakti, irmão do Moleque
Foto 4 – Moleque
Bons Ventos
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Marcelo Gusmão